“Como me tornei uma dog sitter”

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dog sitter

Quem ama animais normalmente nem sente o tempo passar ao cuidar deles, por isso conviver com estes bichinhos pode ser o sonho profissional de muita gente. De uns tempos pra cá, a atividade de pet sitter, que sempre foi muito comum fora do Brasil, também acabou se tornando mais conhecida por aqui, mas nem todo mundo sabe como é a rotina de um pet sitter (que também pode ser definida somente por dog sitter ou cat sitter), quais as dificuldades ou as responsabilidades relacionadas. A seguir, a Andreia Lambert, que hospeda cachorrinhos com todo carinho, nos conta a sua história. Bora ler? 😉

Luke bebê
Luke bebê

“Desde pequena, sempre tive cachorros e gostei muito, mas eles não eram tão próximos e não ficavam dentro de casa. Há pouco mais de 2 anos, meu marido (na época ainda namorado) e eu decidimos realizar o sonho de ter um cachorro. Pesquisamos sobre algumas raças que tínhamos mais afinidade e ficamos com a nossa primeira opção, um Pug. Pegamos o Luke com 50 dias e começamos uma nova fase da nossa vida: a experiência em ter e cuidar de um cachorro como parte da família. Um ano depois, nossa paixão e admiração por cachorros (de todas as raças) aumentou de uma maneira inexplicável! Então, conheci um site de hospedagem para pets, achei a ideia incrível e logo me cadastrei para me tornar dog sitter. Pareceu uma excelente maneira para conhecer diferentes raças, recebendo os bichinhos em casa quando os donos viajam e ainda ganhando um dinheiro extra por isso.

Um hóspede grandão e divertido
Um hóspede grandão e divertido

E virei dog sitter …

Aceitei o primeiro pedido de hospedagem que recebi, um filhote de labrador da cor chocolate. Quando a dona disse que era filhote, pensei em um cachorrinho fofo que poderia brincar no meu apartamento sem nenhum problema, mas o detalhe é que era um filhote de LABRADOR, ou seja, 3 vezes maior que o Luke! Ele passou só um final de semana, era muito engraçado, todo desengonçado, deitava no pote de água e molhava a sala toda, sem falar que fazia xixi onde desse vontade (fez até no meu colchão). Deu um pouco mais de trabalho que o esperado, mas foi super divertido, nós e o Luke adoramos a experiência!

Depois desse primeiro hóspede, ajustei o meu anúncio para receber somente cães de pequeno porte e cada novo pedido que recebia sempre ficava animada mas, com a esperança de ser um pug para ver como é cuidar de dois.

Meus hóspedes – Geralmente recebo pedidos para hospedagem somente para o final de semana, mas em época de férias e festas de final de ano, praticamente posso escolher quais quero receber e acabo tendo que recusar os outros. Aprendemos que é muito importante marcar um encontro com o dono e o cachorro em nosso apartamento para nos conhecermos todos antes de fecharmos a estadia. Percebemos que o ideal é fazer esses encontros em um ambiente neutro, fora da nossa casa (território do Luke), por ser o primeiro contato entre os dois. Então gostamos de levá-los ao “Espaço Pet” do nosso condomínio e isso tem dado super certo. Nem sempre o Luke e o cachorrinho hóspede se tornam grandes amigos, notamos que são maiores as chances de uma amizade quando recebemos um macho castrado ou uma fêmea. Sempre temos ótimas experiências com cachorrinhas, elas costumam ser mais fáceis de lidar e não dão moleza para o Luke.

A última cachorrinha que hospedamos foi a Lilla, uma shitzu que se deu muito bem com ele, poderia dizer que durante os 7 dias que ela ficou com a gente, os dois tiveram uma linda história de amor. Seu dono até me contou que ela ficou triste por uns dias depois que foi embora daqui e voltou pra sua rotina, coitada. Teve também a Charlie, doce e calma feito uma lady! E um amiguinho muito tranquilo e educado, o Zezinho!

pugs_5Os pugs – Demorou um pouco, mas os pugs vieram! E vou dizer que eu esperava que o Luke fosse adorar ter “priminhos” em casa, mas acho que, infelizmente, nenhum deles virou “best friend”. Eles sempre se dão bem, mas cada um com suas manias… e esta é uma raça muito apegada a humanos. Então, quando tem mais pug aqui em casa, eu fico toda apaixonada (mais que o normal, pois sou louca pela raça) e eles acabam “disputando” minha atenção, meu colo…

Chegadas e Partidas na casa de uma dog sitter – Nem preciso dizer que eu fico com o coração partido e choro quando meus hóspedes vão embora (mesmo os que passam só 2 dias). A relação que tenho com os eles é maravilhosa, trato-os como se fossem meus, inclusive, a maioria deles acaba dormindo na cama comigo e meu esposo – eles pedem e nós não resistimos. E claro, sempre respeito a rotina de cada cãozinho de acordo com o que é passado por seus donos

Luke e Lilla
Luke e Lilla

Recebê-los em nossa casa é sempre maravilhoso, nos traz muita alegria e aprendizado sobre a personalidade de cada um e de seus donos mas, além disso, exige atenção, cuidados e muita responsabilidade. É um trabalho em que os donos depositam toda a confiança em mim e tento retribuir isso da melhor forma possível, durante a estadia, envio fotos, vídeos… Não os deixo ficar com saudade. Com isso, muitos dos meus hóspedes voltam e aí é fácil, pois já sei as manias de cada um, do que gostam de brincar, o que podem comer, quais precisam passear etc.”

 

Obs: Para quem quiser saber mais sobre o trabalho da Andreia, basta escrever para deia.lambert@gmail.com

Obs2: Quer saber mais sobre o trabalho de dog sitter? Tem dúvidas sobre onde hospedar seu bichinho? Escreve pra gente!

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